segunda-feira, 19 de julho de 2010

*Super Mulheres

















Mulheres conquistam espaço no mundo empresarial, mudam a maneira de fazer negócios e já empreendem mais do que os homens

Áreas de atuação

Preferências femininas:

- 37% participam do comércio varejista com a venda de artigos
de vestuário e complementos

- 27% fazem investimentos na indústria de transformação na confecção e fabricação de produtos

- 14% investem em atividades de alojamento e alimentação
Fonte: GEM 2007

Mulheres em incubadoras e parques tecnológicos

- 48,6% das mulheres ocupam cargos de chefia

- 13% ocupam cargos administrativos
Fonte: Anprotec

Franchising cor-de-rosa

Depois de testar o negócio e de conquistar mercado, muitas mulheres estão optando por expandi-lo através do sistema de franquias. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) calcula que 35% das empresas de franquias são comandadas por mulheres. “O mercado de trabalho mudou. Hoje, 45% dos trabalhadores são mulheres e isso tende a se generalizar para todo o sistema, inclusive para o de franquias”, afirma Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF.

Um ano após criar a marca de jóias Barbara Strauss, a estilista Cristiane Barbara Strauss optou pelo sistema de franquias para expandir o negócio. Em cinco anos montou uma rede com sete lojas e pretende chegar a 20 até o fim do ano. Ela explica que não dá preferência por franqueadas mulheres, mas elas são as mais interessadas no negócio. “A maior procura pela franquia é por mulheres, até porque elas têm mais relação com o produto que vendem.”

A empresária Elis Rinaldi, sócia da Rica Festa, empresa especializada em artigos para festa, também resolveu expandir os negócios por meio do sistema de franquias. Além das duas lojas em São Paulo, a rede tem duas unidades em Portugal. “Em Portugal eles tinham poucas empresas de festa. Aproveitamos para oferecer os nossos produtos e vendemos a franquia-máster há cinco anos.”

A gestão feminina também é diferente. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Rizzo Franchise, as mais de 50 mil franquias tocadas por mulheres apresentaram em 2008 um faturamento 32% superior ao daquelas comandadas por homens. Camargo considera que as mulheres à frente de franquias costumam ser mais cautelosas e seletivas, até mesmo para escolher os franqueados.

Elas fazem moda

Os dados do GEM 2007 mostram que 37% das empreendedoras brasileiras trabalham em atividades de moda e vestuário no comércio varejista, 27% delas na indústria em ramos como o de confecções, e 14% em atividades associadas à alimentação. No setor de moda as mulheres são maioria tanto na produção e confecção quanto na compra das peças. A Associação Brasileira do Vestuário (Abravest) estima que o setor confeccionista gerou, em 2008, 1,4 bilhão de empregos, e desse total 97% foram destinados às mulheres. A entidade calcula também que 40% das roupas produzidas no País sejam destinadas ao público feminino.

A jornalista Rosana Sperandéo resolveu investir em moda e fazer moda para mulheres. Ela largou o emprego como editora de uma revista feminina para abrir seu próprio negócio. “Eu costumava entrar na redação às 10h e só saía às 22h. Isso me incomodava porque eu tenho vida social, família e era difícil conciliar tudo.” A ideia de Rosana foi se dedicar a algo que ela já tivesse expertise e que, ao mesmo tempo, pudesse oferecer a oportunidade de ter horários de trabalho mais flexíveis. Rosana e a sócia Mariana Medeiros investiram em um site de e-commerce que é também revista de moda. Em junho de 2009 elas montaram o portal OQVestir.

A proposta do site é inovadora. Rosana e Mariana participam do showroom de 67 marcas, selecionam peças, compram os produtos e os revendem no site. Mas com um diferencial: todas as peças que são vendidas trazem dicas de que outros acessórios combinam com o look, em que ocasião a roupa pode ser utilizada e para qual tipo de corpo é mais indicada. “Tudo o que está exposto no site passou por um crivo, passou por uma edição de moda. Ao contrário de um site de desconto, que você compra o resto da liquidação, aqui no OQVestir você só vai encontrar o melhor de cada coleção”, afirma Rosana.

Ela considera que um grande diferencial do negócio está na personificação do serviço. A cliente pode mandar dúvidas sobre o que vestir em certas ocasiões e Rosana e sua equipe dão sugestões a partir do tamanho e do estilo da consumidora. “Temos uma média de 500 mil page views por mês, e eu já recebi e-mails de uma avó que não sabia qual roupa usar na festa do neto que tinha como tema o safári africano.”

*Beatrice Gonçalves

Fonte:http://www.fcdlscnoticias.cdl-sc.org.br

Um comentário:

  1. Muito interessante.
    @comparafranquia
    www.comparadordefranquias.com.br

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